Vasos
O tamanho do vaso é a primeira decisão, e a regra é simples: no transplante, o vaso novo deve ter de 2 a 4 cm de folga em volta do torrão, nunca muito mais que isso. Vaso grande demais guarda terra molhada que raiz nenhuma alcança, e é assim que se apodrece planta achando que está ajudando. Aqui as opções vão do vaso para mudas de 0,8 litro ao de 25 litros, além de vasos decorativos, autoirrigáveis, cachepôs e pratos.
Se está em dúvida entre dois tamanhos na hora de trocar uma planta de vaso, fique com o menor. Subir de tamanho aos poucos, a cada troca, é o caminho que a raiz aguenta.
Vaso, cachepô e vaso para plantio
Os três nomes aparecem juntos e resolvem coisas diferentes.
- Vaso: tem furo no fundo e é onde a planta vive. Todo o resto é acessório dele
- Cachepô: normalmente não tem furo. Serve para esconder o vaso plástico e decorar. A planta continua no vaso furado, encaixado dentro dele
- Vaso para plantio ou para mudas: plástico simples e leve, feito para o período em que a planta está se formando, antes de ir para o lugar definitivo
Plantar direto no cachepô sem furo é o erro clássico de presente de planta: a água acumula no fundo, você não vê, e a raiz apodrece em poucas semanas. Se for usar cachepô, deixe o vaso plástico dentro e retire para regar.
Qual tamanho para cada planta
Nos vasos para mudas, o número é o volume em litros: de 0,8 a 2,8 litros para muda pequena e erva; de 3,6 a 8 litros para folhagem de médio porte e hortaliça; de 11 a 25 litros para arbusto, frutífera em vaso e planta que já tem estrutura.
Nos vasos de linha Holambra, o número é a medida, não o litro: NP 06 é de bancada e NP 15 comporta uma folhagem crescida. A cuia, mais larga que alta, é a forma indicada para raiz superficial, como suculenta. E o vaso transparente número 15 existe por um motivo: a raiz da orquídea faz fotossíntese e trabalha melhor recebendo luz.
Autoirrigável vale a pena?
Vale quando o problema é frequência. O reservatório embaixo e o cordão que puxa a água para cima mantêm o substrato com umidade constante, em vez de picos de rega. Serve para erva de cozinha, folhagem de interior e para quem viaja. Existe do modelo médio, de 16 cm por 14 cm, à jardineira de 40 cm, com kit de reposição do pavio.
Não serve para tudo: cacto, suculenta e rosa do deserto querem o substrato secando entre uma rega e outra, e aí o reservatório trabalha contra a planta.
Drenagem, prato e o fundo do vaso
Vaso precisa de furo, e o furo precisa continuar aberto. No fundo vai uma camada de argila expandida ou brita, uma manta de drenagem por cima para segurar a terra, e só então o substrato. Sem essa separação, a terra desce e entope a saída de água.
O prato protege o móvel, não armazena água: água parada por mais de meia hora deixa a raiz submersa e atrai mosquito. Escolha pela medida da base do vaso, que é menor que a boca. Os tamanhos vão de 9 cm, para vaso de violeta, a 17 cm.
Perguntas frequentes
Qual o tamanho de vaso certo para a minha planta?
De 2 a 4 cm a mais de raio que o torrão atual, ou um vaso que caiba a raiz sem dobrar. Se a planta acabou de chegar em vaso plástico pequeno e está saudável, ela pode ficar ali até as raízes aparecerem no furo do fundo.
Posso plantar em vaso sem furo?
Não é o recomendado. Sem saída, a água se acumula na base e a raiz fica sem oxigênio. Se o vaso escolhido não tem furo, use como cachepô e mantenha a planta em um vaso plástico furado por dentro.
Vaso plástico ou de cerâmica?
O plástico segura mais umidade e pesa menos, o que ajuda em planta que gosta de substrato úmido e em vaso grande que você precisa mover. A cerâmica e o barro perdem água pela parede, o que é bom para cacto, suculenta e para quem tem mão pesada na rega.
De quanto em quanto tempo trocar de vaso?
Em média a cada um ou dois anos, quando a raiz sai pelo furo, a água escorre direto sem molhar ou a planta para de crescer no verão. Trocar antes da estação de crescimento é o que dá melhor resultado.